segunda-feira, 4 de junho de 2012

#3

Estou mesmo naqueles dias em que é-me impossível jogar ao "vamos fingir que está tudo bem e sorrir". Não sei se deva rir ou chorar. Se continue a lutar, ou simplesmente me aperceba que esta é uma batalha a qual não posso ganhar.
E o tempo que devagar passa não ajuda, torna tudo ainda mais insuportável. Os dias cada vez mais se transformam numa completa monotonia, a paciência esgota-se e o "nada de novo" rapidamente passa para um constante caos diário. Tudo começa a chatear, a irritar e à mínima coisa "boom!".



domingo, 26 de fevereiro de 2012

#2

"A confissão é sempre uma fraqueza. A alma solene guarda os seus segredos e aceita o seu próprio castigo em silêncio."


Dorothy Dix

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

# 1

Por vezes gostaria de acreditar que ainda existe possibilidade de conhecer pessoas nas quais poderia confiar todas as minhas emoções que sozinho carrego. Que, nesta sociedade, é possível ser-se amigo por carácter, por personalidade e não por aparência. Em que todas as diferenças que existem entre pessoas tivessem como função o dar a conhecer novos horizontes, e não que fossem meros pretextos para facilmente apontar o dedo.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

#0


            Sempre achei que se a vida me iria correr bem caso fosse o mais honesto possível para com os outros. No entanto, e para ingenuidade minha, tal pensamento não poderia estar mais errado. Sempre me coloquei em segundo plano, ofereci o meu apoio em demasia para os que me rodeavam, preocupei-me e ajudei sempre no que parecia estar a meu alcance. Deixei, vezes sem conta, as minhas emoções e problemas quotidianos de parte, como se não existissem.
            Talvez tais pessoas tivessem razão ao dizer que esta minha maneira de agir revelava falta de confiança para com eles. Se isto é verdade, só gostava que eles soubessem que me custa falar sobre o que comigo se passava, pois existem alturas de limite, e eu confesso que estava particularmente farto de ver outros usarem os meus próprios problemas para me atacarem e rebaixarem. E, ao mesmo tempo, não me queria prender em demasia porque eventualmente, mais cedo ou mais tarde, as pessoas acabam por partir.
            No entanto, cometi o mesmo erro e decidi arriscar uma vez mais. Admito que durante um ano e uns quantos poucos meses vivi grandes dias, ao lado de pessoas com as quais amava estar, que aos poucos ia deixando fazer parte do “meu mundo”. Mas, e como nem tudo na vida é um mar de rosas, e por mais uma vez, todos partiram. Más interpretações, confusões sem sentido, não importa o que se passou ao certo. Para mim apenas importa o facto de todos terem prometido nunca desistir, e arranjar sempre uma solução. Contudo, e mais uma vez, que ingenuidade a minha.